ThaiWeedShop.com
Deputy Interior Minister and Phuket officials inspecting a cannabis shop in Cherng Talay, Thalang

Política

Leitura de 14 min

Vice-ministro do Interior da Tailândia ordena operação contra o cannabis em Phuket na Operação 90 Dias

Em 11 de julho de 2026, o vice-ministro do Interior, Phonphir Suwanchawi, lançou a Operação 90 Dias em Phuket, depois de as autoridades terem detido, no dia anterior, duas mulheres tailandesas com mais de 30 quilogramas de cannabis que alegadamente estavam a ser contrabandeados para fora da província, segundo a reportagem do Thairath sobre a operação em Phuket. A campanha, ordenada após diretivas urgentes do primeiro-ministro Anutin Charnvirakul, visa lojas de cannabis que continuam a operar apesar de terem as licenças suspensas, negócios suspeitos de recorrerem a testas de ferro e outras condutas que, segundo as autoridades, violam os controlos em evolução aplicáveis ao cannabis na Tailândia.

A operação em Phuket segue detenções e uma licença suspensa

Phonphir viajou para Phuket acompanhado por agentes de operações especiais do Departamento de Administração Provincial para realizar inspeções em Cherng Talay, no distrito de Thalang. A operação foi conduzida juntamente com o governador de Phuket, Chotinrin Kerdsom, o subdiretor-geral do Departamento de Administração Provincial, Ronarong Tipsiri, a porta-voz adjunta do Governo, Ploytale Laksameesangchan, e a chefe do distrito de Thalang, Wilailak Ruangpon.

A visita foi apresentada como algo mais do que uma verificação rotineira de licenças. As autoridades descreveram-na como parte de um esforço mais amplo para restabelecer a ordem social, combater figuras influentes e perseguir infrações relacionadas com drogas em toda Phuket. O ponto de partida imediato foi a detenção de duas suspeitas tailandesas com cannabis que, segundo as autoridades, estava a ser transportado para fora da província.

Num dos estabelecimentos visados, as autoridades descobriram que a licença comercial já tinha sido temporariamente suspensa na sequência de três infrações regulamentares. Apesar da suspensão, a loja continuava a atender clientes abertamente. Segundo a reportagem, as autoridades de Banguecoque e locais estão a preparar-se para pedir a revogação definitiva da licença do estabelecimento.

As autoridades inspecionam uma loja de cannabis em Thalang

Vice-ministro do Interior e autoridades de Phuket inspecionam uma loja de cannabis em Cherng Talay
O vice-ministro do Interior, Phonphir Suwanchawi, dirige as autoridades durante uma inspeção a uma loja de cannabis em Cherng Talay, Phuket.

Os registos da loja de Thalang tornaram-se uma segunda linha de investigação

A inspeção não se limitou às operações da loja visíveis para o público. As autoridades analisaram os registos e os sistemas de dados do estabelecimento em busca de provas de que os clientes tinham fornecido a documentação exigida ao abrigo dos controlos aplicáveis ao cannabis medicinal.

A reportagem indicou que os investigadores não encontraram documentação dos clientes nem atestados médicos. As autoridades interpretaram essa ausência como um forte indício de que o negócio estava a vender ao público em geral e a turistas estrangeiros sem a documentação médica exigida pelo quadro regulamentar. A conclusão das autoridades continua a ser uma alegação resultante da inspeção e é distinta da questão de saber se a licença do negócio será, em última análise, revogada.

As autoridades afirmaram também que a loja continuou a efetuar vendas enquanto a sua licença estava suspensa. Essa combinação — uma ordem administrativa em vigor, a continuidade da operação e a ausência de registos médicos — constitui a questão central de conformidade no caso de Phuket.

As infrações identificadas pelas autoridades

As conclusões da inspeção descritas na reportagem centraram-se em quatro preocupações relacionadas:

  • O estabelecimento terá continuado a operar depois de a sua licença ter sido temporariamente suspensa.
  • As autoridades afirmaram que a suspensão ocorreu na sequência de três infrações regulamentares.
  • A loja foi acusada de vender cannabis e produtos alimentares relacionados com cannabis, violando ordens administrativas e a Lei da Alimentação.
  • Segundo a reportagem sobre a inspeção, os seus registos não continham documentação médica nem certificados fornecidos pelos clientes.

A referência à Lei da Alimentação é significativa porque as autoridades descreveram a conduta não apenas como uma questão de licenciamento, mas também como uma infração relacionada com o manuseamento e a venda de produtos alimentares relacionados com cannabis. O caso combina, assim, medidas administrativas com possíveis processos criminais ou regulamentares.

A distinção é importante para o setor dos dispensários licenciados da Tailândia. O Governo e o Ministério da Saúde Pública não são descritos como opondo-se a todos os operadores licenciados; pelo contrário, o ministro afirmou que as empresas com licenças claras e operações genuinamente orientadas para fins medicinais receberiam apoio, enquanto os operadores que recorressem a testas de ferro ou ignorassem ordens oficiais enfrentariam medidas coercivas.

O aviso de Phonphir foi direto:

Vamos radiografar toda a província para restabelecer a ordem social. Qualquer atividade ilegal será imediatamente alvo de ação judicial.

Vice-ministro do Interior Phonphir Suwanchawi

A ordem abrange todos os estabelecimentos de Phuket

O vice-ministro instruiu o governador de Phuket, a administração local e a polícia a realizarem inspeções abrangentes em toda a ilha. A sua ordem foi apresentada como uma operação de fiscalização em toda a província, e não como uma resposta limitada à única loja visitada em Thalang.

A operação em Phuket seguiu-se a uma campanha provincial distinta, anunciada em 7 de julho. Essa campanha foi descrita como um esforço antidroga de 90 dias, centrado no tráfico, nos traficantes, nas redes de tráfico, nas comunidades livres de drogas e nos crimes financeiros associados, segundo a Notícias de Phuket. As duas iniciativas inserem a inspeção em Thalang num programa de fiscalização mais amplo que já está ativo na província.

Como se desenvolveu a sequência de fiscalização

O ministro identificou especificamente os tipos de atividade que deveriam ser analisados:

  • Lojas de cannabis sem licença.
  • Empresas que vendem produtos não autorizados.
  • Empresas que misturam secretamente cannabis em alimentos.
  • Operadores que vendem ilegalmente a estrangeiros para alegado contrabando através de aeroportos ou autocarros.
  • Empresas suspeitas de recorrerem a testas de ferro tailandeses para ocultar operações controladas por estrangeiros.

A referência a negócios com testas de ferro acrescenta uma dimensão comercial e de propriedade à operação. As autoridades não estão apenas a verificar se uma loja tem licença; estão também a analisar se a estrutura empresarial está a ser utilizada para ocultar atividades que consideram ilegais.

Uma mensagem de fiscalização para toda a província

Autoridades de Phuket analisam registos de uma loja de cannabis e certificados médicos em Thalang
Os registos e a documentação médica estiveram entre os materiais analisados pelas autoridades durante a inspeção em Thalang.

A orientação da Tailândia para o uso medicinal torna mais rigoroso o teste de conformidade

O quadro regulamentar do cannabis na Tailândia está a evoluir, e a ação em Phuket mostra como as autoridades estão a aplicar os atuais controlos administrativos e de saúde pública descritos na reportagem. A orientação declarada pelo Ministério da Saúde Pública, tal como apresentada pelo vice-ministro, é que o cannabis deve ser vendido por operadores com licenças claras e para fins genuinamente medicinais.

Um projeto de lei nacional sobre cannabis formalizaria essa orientação ao limitar o uso a fins medicinais e introduzir controlos mais rigorosos sobre as lojas de cannabis e o licenciamento, segundo a notícia sobre o projeto de lei tailandês relativo ao cannabis. Como a medida é descrita como uma proposta, não deve ser tratada como substituta das regras e ordens administrativas atualmente aplicadas em Phuket.

Outra informação citada nos factos de investigação indica que as autoridades tailandesas alertaram para o facto de a venda de flores de cannabis exigir uma licença e uma receita médica, podendo as vendas não autorizadas resultar em pena de prisão, multas ou ambas. Esses avisos reforçam a distinção traçada em Phuket entre dispensários licenciados que operam dentro dos controlos médicos e empresas que, segundo as autoridades, atuam fora deles.

Três níveis de controlo na história atual

O caso de Phuket pode ser analisado em conjunto com a campanha mais ampla da província e com o quadro nacional proposto:

Como a ação em Phuket se enquadra na atual orientação tailandesa de fiscalização do cannabis
MedidaFoco principalEstado descrito nas notíciasFonte
Operação 90 Dias em PhuketLojas suspensas ou sem licença, negócios suspeitos de recorrerem a testas de ferro e vendas não autorizadasOperação provincial ativa de inspeção e fiscalizaçãoVice-ministro do Interior lança operação em Phuket
Campanha antidroga de 90 dias em PhuketTráfico de drogas, traficantes, redes de tráfico e crimes financeiros relacionadosCampanha lançada em 7 de julho de 2026Polícia de Phuket lança outra campanha antidroga de 90 dias
Projeto de lei tailandês sobre cannabisUso medicinal, controlos das lojas e licenciamentoQuadro nacional proposto, não descrito como promulgadoProjeto de lei tailandês sobre cannabis visa o uso medicinal e o controlo das lojas

O que a ação em Phuket significa para lojas e visitantes

Para os operadores, o caso aponta para um modelo de conformidade assente em mais do que ter uma licença no momento de abertura do negócio. As autoridades estão a verificar se a licença continua válida, se uma ordem de suspensão foi cumprida, se os registos dos clientes cumprem os requisitos de controlo médico e se o negócio está ligado a estruturas com testas de ferro.

Para os residentes e visitantes internacionais, a reportagem indica que as autoridades de Phuket tencionam distinguir entre dispensários licenciados que operam ao abrigo do quadro tailandês para fins medicinais e empresas que alegadamente vendem fora desse quadro. O sistema da Tailândia é um sistema licenciado de venda a retalho e de dispensários, ao abrigo de regras tailandesas em evolução, e não um modelo de associação ou clube exclusivo para membros.

A mensagem de fiscalização também se estende para além do balcão da loja. As autoridades afirmaram que iriam analisar a possível saída de cannabis de Phuket através de aeroportos e autocarros, bem como a sua mistura não autorizada em alimentos. Essas preocupações inserem a campanha no esforço mais amplo do Governo para impedir o tráfico e atividades ilegais relacionadas.

Questões suscitadas pela Operação 90 Dias

Os factos disponíveis respondem a várias questões imediatas para as pessoas que acompanham as inspeções em Phuket:

Questões sobre a fiscalização do cannabis em Phuket

O que é a Operação 90 Dias?

É uma operação de fiscalização em Phuket lançada pelo vice-ministro do Interior, Phonphir Suwanchawi, em 11 de julho de 2026, após diretivas urgentes do primeiro-ministro Anutin Charnvirakul. Tem como alvo atividades relacionadas com drogas, lojas de cannabis que violam ordens administrativas e negócios suspeitos de recorrerem a testas de ferro.

Por que motivo a loja de Thalang foi visada?

As autoridades afirmaram que a sua licença tinha sido temporariamente suspensa após três infrações regulamentares, mas a loja continuou a operar. Os investigadores disseram também que não encontraram documentação médica dos clientes nem os certificados exigidos ao abrigo dos controlos aplicáveis ao cannabis medicinal.

A operação considera ilegais todos os dispensários licenciados?

Não. O vice-ministro afirmou que o Governo e o Ministério do Interior apoiam os operadores com licenças claras que vendam cannabis genuinamente para fins medicinais. Os alvos indicados são empresas que operam sem autorização ou violam as regras.

A proposta de lei tailandesa sobre cannabis já está em vigor?

Os factos de investigação descrevem a lei nacional sobre cannabis como uma proposta. A orientação noticiada consiste em limitar o uso a fins medicinais e reforçar os controlos sobre as lojas e o licenciamento.

O efeito prático da campanha dependerá do que acontecer depois das inspeções. No caso de Thalang, as autoridades estavam a preparar-se para avançar com a revogação definitiva da licença, enquanto o ministro ordenou medidas contra atividades ilegais em toda Phuket. A próxima fase deverá, portanto, ser avaliada através de processos judiciais, decisões administrativas e do cumprimento, por parte das empresas, das ordens de suspensão.

A campanha de fiscalização em Phuket depende agora da execução das medidas

A Operação 90 Dias coloca o setor dos dispensários licenciados de Phuket perante um teste de conformidade mais visível. O caso imediato envolve uma loja que, segundo as autoridades, continuou a operar após a suspensão, a ausência de registos médicos e suspeitas de ligações a preocupações mais amplas relacionadas com tráfico e negócios com testas de ferro. A ordem mais abrangente consiste em inspecionar todos os estabelecimentos da ilha, preservando ao mesmo tempo a distinção entre operadores conformes orientados para fins medicinais e empresas acusadas de violar as regras tailandesas.

A Operação 90 Dias de Phuket é uma ação de fiscalização direcionada no âmbito do quadro tailandês em evolução para o uso medicinal do cannabis. A sua importância dependerá de as autoridades levarem as conclusões de Thalang até às decisões sobre licenças e aos processos judiciais, e de as inspeções em toda a província estabelecerem um padrão coerente para os dispensários licenciados em toda a ilha.

Fontes

  1. Deputy Interior Minister Launches Drug War in Phuket Following Prime Minister’s Orders (en.thairath.co.th)
  2. Phuket police launch another ‘90-day anti-drugs campaign’ (thephuketnews.com)
  3. Thailand cannabis draft law targets medical use and shop controls (nationthailand.com)